sábado, 5 de dezembro de 2009

Os desafios da energia eólica no Brasil - 2ª parte/última.

É preciso definir ainda quais autoridades vão intervir na atividade, quais os investimentos a serem realizados em infraestrutura e transporte, bem como as medidas de cooperação para a indústria se estabelecer. Isso inclui a forma de remuneração, a atualização desses mecanismos e a durabilidade de sua aplicação.

Sob o aspecto dos preços - ponto vital para a viabilização da atividade -, o teto do leilão foi fixado em R$ 189, mas esse valor está abaixo do necessário para tornar a atividade uma realidade efetiva. Na Europa, por exemplo, onde a energia eólica está bastante desenvolvida, as tarifas são baseadas em programas de inserção de energia eólica garantida.

Nesse cenário, mesmo reduzida, a tarifa para o primeiro leilão brasileiro de eólica poderia ser compensada por outras medidas, como um programa de desoneração tributária para toda cadeia produtiva eólica, incluindo prestadores de serviços ligados à execução dos parques eólicos.

Uma ampla proposta de regime tributário específico, denominada renovento, foi apresentada pelo setor ao governo, a partir da redução do custo do investimento de até 30%, o que poderia ser obtido com isenção de impostos, a exemplo de programas semelhantes que garantiram fortes impulsos a outras industrias, como a automobilística, a naval, a microinformática e a de prospecção marítima, só para citar as mais notáveis. Isso pode abrir espaço, inclusive, para a energia eólica ir para mercado livre, disputando espaço com as fontes de enrgia ali presentes.

São essas questões, em seu conjunto, que devem ser avaliadas e definidas pelo governo para dar maior competitividade à energia eólica e garantir a criação de uma indústria eólica sólida no Brasil, o que será favorável tanto do ponto de vista econômico - com a realização de investmentos e geração de emprego -, quanto ambiental -com a valorização de uma fonte de energia renovável, de baixíssimo impacto ambiental, que permitirá reduzir fortemente as ações de CO2 comparativamente a outras fontes de energia, e gerar créditos de carbono. Ganhos esses que serão compartilhados por todo o país.

* O autor do referido artigo já está devidamente identificado na 1ª parte.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Os desafios da energia eólica no Brasil - 1ª parte

A realização do primeiro leilão de energia eólica, previsto para 14 de dezembro, tem mobilizado empreendedores e gerado forte expectativa em relação à viabilização de projetos de geração de energia pela forças dos ventos. Importante sinalização para o setor, o leilão teve 441 projetos cadastrados, número bastante significativo e que demosntra a seriedade dos agentes eólicos, bem como a importância dada pelo setor ao certame.

Os projetos somam 13.341 MW de capacidade a ser instalada. Contudo, há ainda questões fundamentais sobre as quais é preciso refletir e agir para que a tão propagada diversificação da matriz energética brasileira se torne efetivamente uma realidade, e que a eólica tenha participação expressiva no processo.

Como ponto de partida para nortear os investimentos, é fundamental a definição de um programa de implantação da energia eólica no Brasil. Isso significa o país ter um marco regulatório e adotarmetas concretas para as energias renováveis no longo prazo, bem como sinalizar vontade política de cumprir esses objetivos.

A Associação Brasileira de Energia Eólica(Abeeólica) vem propondo o Programa 10.10 ao longo de 10 anos, que prevê a instalação de 10 mil MW ao longo de 10 anos. Essas metas são necessárias para que os investidores tenham confiança no processo. A elaboração de um planejamento setorial e industrial deve contemplar não só a definição das metas, mas quem irá controlá-las de forma regulamentada, que outros planos e ações de apoio e fomento são necessários. Por exemplo, apoio direto aos preços, aos investimentos e á pesquisa.

Artigo de: Lauro Fiúza Júnior- presidente da Abeeólica(Correio Brasiliense, 02/12/2009-sessão opinião). Amanhã dia 05/12, publicarei a 2ª/última parte.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Descriminalizar o aborto!

" A descriminalização e legalização do aborto é importante. As mulheres chegam para aborto legal e são extremamente violentadas pelas pessoas que deveriam tratá-las. Nenhuma mulher faz aborto porque quer, ela sofre muita violência social, ela já foi violentada. Milhares de mulheres estão morrendo por causa disso, todas as mulheres abortam mesmo, as que têm mais dinheiro têm clínica, quem não tem, faz no risco. É uma questão de saúde pública, de classe social também ".

Fonte: Segurança Pública-Outros olhares, novas possibilidades. Org. João Trajano Sento-Sé. Brasília-DF/2009. Página 38.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Comer para viver!

Mudar hábitos exige disciplina. E agora é uma ótima hora para começar.

O que determina a longevidade? Em uma palestra do médico e escritor indiano Deeapak Choapra, radicado nos Estados Unidos, ele apresenta uma pesquisa feita com povos longevos que vivem em regiões distintas. Os cientistas queriam determinar o fator comum entre aqueles povos. Chegaram à conclusão de que a frugalidade era praticada por todos.

Podemos viver com um terço dos alimentos que ingerimos. O resto só traz problemas de saúde. Mas como mudar o hábito tão arraigado como este de comer demais?

Cada ação do ser humano gera em suas células uma memória. Ou seja, só adotamos novos hábitos lentamente e com muita disciplina. Mais: os maus costumes só são abandonados quando passamos a vivenciar outros.

Hora de mudança.

Pois então vamos, aqui e agora, iniciar a mudança que queremos ver no nosso dia a dia. Afinal, o estilo de vida é o fator mais poderoso para nos proporcionar bem viver.

" Por causa da memória de nossas células, só é possível adotar hábitos com disciplina e paciência ".

Contra a epidemia da obesidade, que se tornou um grande risco para a raça humana, vamos adotar as seguintes regras, de ayurveda, a tradicional medicina indiana:

* comer sentado, em lugar tranquilo, em silêncio;

* mastigar bem o alimento para facilitar a digestão;
* comer alimentos orgãnicos e da estação;
* fazer do almoço a principal refeição do dia;
* comer moderadamente no café da manhã;
* comer o mínimo possível a partir do pôr do sol, quando nosso poder de digestão perde sua força;
* não tomar líquidos durante as refeições;
* tomar um chá de gengibre logo após as refeições(desde que você não tenha problemas de estômago);
* permanecer em silêncio por alguns instantes transmitindo a mensagem de que você está criando novos hábitos em sua vida.

O importante é saber que para onde você foca sua intenção junto vai um enorme poder de concretização do seu desejo.

Dessa maneira, aos poucos constrói novos alicerces, poderosos e fortes. A disciplina é uma virtude, que não aceita desculpas. Ou seja: pode ir desde já se preparando para comer menos nas festas deste fim de ano, prestes a chegar! Nada de abusos!

Artigo de autoria de: Márcia de Luca- fundadora do CYIMAM-Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda/SP. Coluna BEM VIVER. Revista Gol. Página-140. Adotei pequenos cortes em trechos que não compromete o inteiro teor da matéria.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mulheres do Brasil - 5ª

Mulheres que contribuíram para a formação e o desenvolvimento do Brasil.

Florisbela(século XIX). Heroína de Guerra.

Foi uma mulher do povo que lutou na Guerra do Paraguai(1864-1879), junto com Maria Curupaiti*. Seus feitos como soldado foram reconhecidos por contemporâneos, como o coronel Joaquim S. de Azevedo Pimentel, ele próprio um voluntário na guerra. O coronel Pimenta mencionou tanto Florisbela como Maria Curupaite em seu livro Episódios Militares.

Florisbela engajou-se no conflito no Rio Grande do Sul, acompanhando o marido, que pertencia ao 29º Corpo de Voluntários da Pátria. Não se limitou, contudo, à vida dos acampamentos de mulheres dos soldados, envolvendo-se pessoalmente nas lutas. Segundo o coronel Pimentel, Florisbela armava-se com a carabina do primeiro homem que caía ferido e sustentava o combate até o final da luta. Além disso, auxiliava nos hospitais de sangue.

Apesar do registro feito pelo coronel, Florisbela não recebeu homenagens por seus feitos, embora estes se igualassem aos que mais se destacaram nos sangrentos combates da Guerra do Paraguai. Faleceu no Rio Grande do Sul, no ostracismo.

Fonte: Carlos Augusto de Campos, As heroínas do Brasil.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sentimento íntimo!

" Não há dúvida que uma literatura, sobretudo uma literatura nascente, deve principalmente alimentar-se dos assuntos que lhe oferece a região, mas não estabeleçam as doutrinas tão abstratas que a empobreçam. O que se deve exigir do escritor, antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço ".
Machado de Assis

Citado pela escritora Ana Santana Souza, em: A Nação Guesa de Souzândrade - Uma narrativa em viagem. Editora UEMA/2009. Publicações do centenário - 14. Página 39.

domingo, 29 de novembro de 2009

Matas originais!

O código ambiental não pode ser objeto de vingança.

Com esta afirmação o deputado Federal Aldo Rebelo-PCdoB/SP, disse que a legislação ambiental brasileira não pode servir para promover vingança.

Participando de uma Audiência Pública, na última 6ª feira(27/11) na Assembléia Legislativa, em Campo Grande para debater propostas que vão subsidiar a elaboração do novo Código Ambiental Brasileiro.

Desenvolvimento e preservação

Relator da Comissão Especial que analisa a matéria na Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo afirmou que vai trabalhar para produzir um relatório justo e abrangente, de forma a garantir a preservação do meio ambiente e a produção agrícola.

Aldo Rebelo, fez duras críticas aos países desenvolvidos que estariam impondo normas ambientais contrárias aos interesses do Brasil. Sobre a investida das nações desenvolvidas/industrializadas que tentam conter o alargamento do desenvolvimento e crescimento do nosso país, disse Aldo:

" O Brasil detem 29% das matas originais do planeta. E a Europa toda, apenas 0,01%. Então, eles que não venham dar lições sobre como devemos cuidar das nossas florestas ".

Face ao potencial existente em nosso país, as nações industrializadas deverão na Conferência sobre Meio Ambiente/Copenhaque, buscar adotar medidas restritivas e contrárias aos nossos interesses, tudo em nome do meio ambiente e da preservação. Pura manobra para tentar, se não impedir, mas pelo menos obstacular o nosso potencial de crescimento/desenvolvimento.

Preservar com desenvolvimento e sustentabilidade!