sábado, 13 de abril de 2013

Um dia agente aprende...!



" Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-ser a si mesmo ".

William Shakespeare


A pressão, a luta incessante praticada por todos os meios e por muitos, alimentada por interesses e contradições  diversas forçaram a princesa a um gesto de "bondade", resultado: enfraquecimento da base de apoio e sustentação do Império. Coitado de Pedro II, em menos de 72 horas num teve nem tempo de juntar os piquai, voltando para sua terra de origem com pouco mais de meia lata de areia, destinada a forrar a cabeça no que tanto havia funcionado para manter o Império escravagista.


Na verdade, parece que nem teve tempo de perdoar-se.


Assim foi parte da história de luta contra o modelo escravagista, encerrado legalmente em 13 de maio de 1888. Aí vem a República. Mas é outra história e tanto!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quando nascemos!




" Quando nascemos o mundo está aí, não precisamos inventá-lo novamente, e grande parte deste mundo está representado pela linguagem deixada como herança por nossos antepassados ".

Fernando Pessoa.


Fonte: do livro Aspectos Sócioeconômicos do município de São Gonçalo do Amarante/RN(1ª edição-solução gráfica-2012). Constante de Frase e Pensamentos. Autora/Escritora: Iaponira Peixoto de Brito.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Mulheres do Brasil- 36ª- Grande amor e afeição carnal!



Mulheres que contribuíram com a formação e o desenvolvimento do Brasil.


Felipa de Souza ( c. 1556 ? ) Condenada pela inquisição por lesbianismo.


Nasceu em Tavira-Algarve, parte do império português, vindo para o Brasil em data ignorada. Filha de Fulana de Gonçalves e Manoel de Souza, era costureira e viúva de um pedreiro, sendo casada pela segunda vez com o padeiro Francisco Pires, com quem vivia em Salvador. Felipa de Souza era alfabetizada, fato extraordinário numa época em que era comum, principalmente entre as mulheres, não saber ler nem escrever.

Tinha 35 anos quando ocorreu a primeira visitação do Tribunal do Santo Ofício. Foi denunciada por práticas nefandas e presa em 18 de dezembro de 1591, confessando inúmeros casos com pessoas do mesmo sexo. Seu processo foi volumoso e envolveu mais de seis mulheres, pelas quais Felipa confessou sentir "grande amor e afeição carnal", tendo tido por companheiras a jovem Maria Peralta, por 8 anos,  Maria Lourenço, por 4 anos, Paula de Sequeira, por uma no, e Ana Fernandes.

Com cartas, presentes e outros expedientes, Felipa procurava aproximar-se das mulheres com quem se sentia atraída. Usava de estratagemas como fingir-se de doente, fazendo o marido levantar-se da cama para dar lugar a sua esposa enfermeira, com quem se deitaria; também iniciava encontros amorosos durante a missa ou em trocava abraços e beijos com sua vizinha por cima do muro.

Foi severamente punida pela inquisição. Em 24 de janeiro de 1592, foi retirada da Casa da Inquisição, no Terreiro de Jesus, sendo levada até  a Mesa Inquisitorial na Igreja da Sé, na Bahia. Descalça, vestindo uma túnica branca e com uma vela na mão, ouviu sua sentença e teve como pena o açoite público e o degredo para sempre da capitania. Recebeu, ainda, penitências espirituais. O fato de não ter utilizado instrumentos durante suas relações sexuais aparece na sentença como circunstâncias atenuante, o que indica que a pena poderia ter sido ainda mais rigorosa.

Após o julgamento, Felipa ficou ainda  quatro dias presa, mas não se sabe onde cumpriu a pena de degredo.

Por ter sido a mulher mais humilhada e castigada da colônia, como homenagem seu nome foi atribuído ao principal prêmio internacional de direitos humanos dos homossexuais, o "Felipa de Souza Award".


Fonte: Lígia Bellini, A coisa obscura: mulher, sodomia  inquisição no Brasil; Ronaldo Vainfas(org.), História e Sexualidade no Brasil e Trópicos dos Pecados.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Pregando sem descanso!



" O câncer é uma doença que tem partes com o demo. É como uma multinacional: está em toda parte e ataca onde menos se espera."


Senador Teotônio Vilela, falando sobre a doença que o consumia impiedosamente. O demo a que ele se refere não é o partido golpista e herdeiro da ditadura militar. O DEMO de hoje é o PDS de outrora, sucessor da ARENA.



Fonte: Teotônio, guerreiro da paz. Márcio Moreira Alves. Editora Vozes/Petrpólis(2ª edição-1983)

domingo, 31 de março de 2013

Nunca houve punição!



" No dia dois de abril de 1964, João Pedro é assassinado de emboscada por dois soldados da Polícia Militar. Participou da emboscada o vaqueiro de uma fazenda do latifundiário Agnaldo Veloso Borges, suplente de Deputado Estadual. 

O juiz de Sapé decretou a prisão preventiva de Agnaldo como um dos mandantes do crime. Mas ele livrou-se da prisão e do processo, assumindo uma cadeira na Assembléia Legislativa. Agnaldo era o 5º suplente. Um deputado e  quatro suplentes renunciaram no mesmo dia para permitirem sua posse.

Em março de 1965, os dois policiais que mataram João Pedro foram absolvidos por unanimidade pelo Tribunal do Júri".

É indescritível a atitude da Assembléia Legislativa da Paraíba e quanto ao Tribunal do Júri...Bem, esse, já deveria está amedrontado pelo regime militar.


A luta de Elizabeth 

Elisabeth Teixeira chegou ainda a depor em Brasília numa Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI, no dia 05 de maio de 1962, mas nada foi resolvido. Ela substituiu o marido na luta sindicalista até 1964, quando foi presa pelo famigerado regime militar e quando solta, teve que se esconder a partir do ano seguinte.Sua última aparição foi num comício trabalhista nesse mesmo ano.


Fonte: A história da cidade que o progresso naufragou(São Rafael/RN). Autor: Djalmir Arcanjo da Costa. Gráfica Santo Expedito-Jucurutu-RN, 2010.


João Pedro Teixeira era uma das principais lideranças das Ligas Camponesas no estado da Paraíba, casado com Elisabet Teixeira, e foi a primeira liderança da Reforma Agrária assassinada pela ditadura militar. Elisabeth fugindo da ditadura teve que sair da região em que vivia e seus filhos foram "distribuídos" entre parentes. Viveu em São Rafael/RN, por mais de 16 anos, lá foi professora e era conhecida como Dona Marta. Em Cabra Marcado para Morrer, o cineasta Eduardo Coutinho narra a saga de resistência de João Pedro e Elisabeth.


Viva João Pedro e @s lutador@es da Reforma Agrária!



sábado, 30 de março de 2013

De orações e pecado!




MISSA


Toda essa inédita dor
Que compõe o meu ingresso em ti
Soltou-se dos céus distantes
E azuis

Disse que eu trago em oferta
Ao teu lago que me espera
Somente digo
Somente faço
Somente me arrisco
Na mágica do teu corpo

Explorar as fendas
De tuas doces cavernas
Numa escuridão amena
Em que convivo com o eterno
Eis a missa que sigo

Não, não temerei
Se estou no vasto panorama
De claros e escuros
De gritos e silêncios
De orações e pecados
De lábios em cor rubra
De seios quentes
De coxas em angústia.



Poema de LÍVIO OLIVEIRA, escritor e poeta POTIGUAR, consta da obra: O TEOREMA DA FEIRA(2012).


Lembrem-se: hoje será realizada a Missa da ALELUIA!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Vai dar certo!



" Você sabe que fico com pena de ver uma figura de 82 anos como o Fernando Henrique Cardoso viajar falando que o Brasil não vai dar certo. Fico com pena."



Lula em entrevista ao jornal Valor Econômico, no dia 27 de março/2013, falando sobre a torcida "desesperada" de FHC, do PSDB, DEM e outros neoliberais, para que o Brasil se inviabilize, e se contamine com a crise capitalista que afunda a europa conservadora e carcomida.

Acreditamos em Lula/Dilma, e na Luta do POVO BRASILEIRO!



Parabéns Lula!