quarta-feira, 27 de março de 2013

Educação: Arma de Liberdade!



FINANCIAR O AVANÇO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA COM A RIQUEZA DO PETRÓLEO.


Desde o nascedouro da Nação o povo trava combates para abrir as portas da educação e da cultura que sempre lhe foram cerradas. Fato épico que bem simboliza essa luta deu-se em 1839, no Maranhão: o Negro Cosme, líder de uma rebelião de 3 mil escravos, entremeio às batalhas contra o cativeiro, criou uma escola, no quilombo de Lagoa Amarela. Já no alvorecer do Brasil, portanto, a educação aparece aos olhos do oprimido como arma de liberdade.

Neoliberalismo: excludente e privatizante

Passaram-se 147 anos daquele ato iluminista de Negro Cosme. E. embora tenham ocorrido tantas mudanças e batalhas travadas, as portas das universidades e das boas escolas ainda continuam fechadas para amplas parcelas do povo. Só para citar um exemplo: apenas 15% dos jovens brasileiros alcançam o ensino superior.

Esse criminoso apartheid educacional deriva, entre outros fatores, de uma singularidade do desenvolvimento capitalista brasileiro. Ao contrário de países do centro capitalista e mesmo de sua chamada periferia, que conceberam educação pública como alavanca de sua prosperidade, no Brasil - quer seja por motivações ideológicas (manter o povo na ignorância e o saber como privilégio da nata da sociedade) ou por interesses comerciais (a educação a serviço do lucro) - o ensino público foi golpeado, a exemplo do que ocorreu nos anos 1990, nos dois governos neoliberais de FHC, com o sucateamento da rede pública.

O deficitário estágio em que se encontra a educação pública no Brasil criou as condições  ideais para que a educação privada, inclusive com presença do capital estrangeiro, se configurasse com alternativa. Mas, ofato é que ela nunca foi uma opção democrática. A dimensão concreta que adquiriu exige regras e controle quanto à qualidade e aos preços.

 Lula e Dilma: um novo patamar.

Nos últimos dez anos, os governos de Luiz Inácio Lila da Silva e Dilma Roussef, inspirados pelos compromissos assumidos com o movimento social, em particular o estudantil, buscaram alterar essa lógica excludente e privatizante. De 2003 a 2010, houve um aumento de 62% no número de matrículas nas instituições federais de educação superior. Neste mesmo período, a pós-graduação teve um incremento de 54% nas federais. Hoje, nelas se debate sobre os saudáveis problemas advindos desse crescimento recente. Noutra ponta, o Prouni oferece centenas de milhares de bolsas para estudantes carentes nas instituições de ensino particulares. O programa já beneficiou, desde sua criação, mais de 1 milhão de estudantes.

Conferência Nacional de Educação

Também destaca-se a realização, em 2010, da Conferência Nacional de Educação, que envolveu amplos setores e cujos debates subsidiaram a elaboração de um novo Plano Nacional de Educação(PNE).

Todavia, persiste um antigo confronto entre aqueles que defendem a educação pública de qualidade como base estruturante e impulsionadora do desenvolvimento nacional, como fator de formação de gerações versus um campo político-financeiro que se empenha para que a educação siga elitista, regida pela lógica do lucro máximo, desvinculada das demandas do desenvolvimento.

Financiamento: 10% do PIB para  a educação

O novo é que vai se formando um espectro político e social largo disposto a batalhar para que a educação pública ganhe um grande impulso. Amplas forças políticas representadas no Congresso Nacional - professores, reitores, intelectuais, os estudantes, movimentos e entidades do povo e dos trabalhadores - se unificaram em torno da bandeira dos 10% do PIB para a educação. A proposta de destinação de 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação pública se insere neste esforço e ganhou o respaldo do governo da presidente Dilma Roussef.

O argumento para defender estes investimentos é tão simples como verdadeiro: a riqueza finita do petróleo investida no desenvolvimento das ciências, da cultura e da tecnologia e na educação de gerações com elevada formação cultural, consciência crítica e criativa, se torna uma riqueza que reproduzirá " infinitamente" em ganhos e conquistas múltiplas para a Nação.

Mobilização popular e educação pública

Como outrora, um poderoso bloco retrógrado se movimenta para barrar esse avanço.Todavia, a mobilização do povo, em especial dos estudantes, poderá forjar uma força capaz de assegurar esta conquista.


Autor: Adalberto Monteiro(Editor)

Fonte: Revista Princípios, n° 123, fevereiro de 2013. (www.revistaprincipios.com.br)

terça-feira, 26 de março de 2013

Universidade e Desenvolvimento Nacional!

" A Universidade Pública brasileira precisa continuar a se desenvolver, se tornar cada vez mais articulada com a sociedade e mais alinhada ao desenvolvimento nacional - isso porque não há exemplo de nação desenvolvida sem universidade desenvolvida ".


Fonte: Murilo Silva de Camargo, Professor Associado da UNB. Revista Princípios nº 123/2013. (www.revistaprincipios.com.br)




segunda-feira, 25 de março de 2013

A filosofia do PCdoB!

A filosofia do Partido Comunista do Brasil



O PCdoB inspira-se na filosofia do proletariado - a herança de Marx, Engels, Lênin. O pensamento marxista surgiu da luta dos operários contra a exploração capitalista, desvendou os mistérios do funcionamento desse sistema, e explicou aos trabalhadores a necessidade de lutar contra ele por que uma sociedade justa e capaz de atender às necessidades de todos possa nascer: o socialismo.

O marxismo ensina que em sociedades divididas em classes, os que mandam vive do trabalho dos que produzem as coisa úteis.

No capitalismo a força de trabalho é uma mercadoria que o trabalhador vende ao patrão em troca de um salário, uma relação monetária que esconde a exploração. Com seu trabalho, os operários produzem os bens úteis e o lucro do patrão, na forma da mais valia, que é a essência da exploração capitalista.

Marx descobriu esse mecanismo e explicou aos trabalhadores, fundando um pensamento científico que orienta a luta pelo futuro mais avançado.

A luta pelo Socialismo

Essa é o fundamento da luta de classes que, do chão de fábrica e das fazendas, espraia-se pela sociedade na luta pela conquista do poder político com o objetivo de colocar limites à ganancia capitalista.

É a ciência mais avançada de nosso tempo, que os trabalhadores precisam estudar para compreender as contradições da sociedade capitalista e iluminar a luta pelo socialismo. Para ajudar nesse esforço, nas próximas edições A Classe Operária vai publicar alguns tópicos para ajudar o estudo desta ciência necessária, surpreendentemente de classe.


Fonte: A Classe Operária, nº 49, março de 2013.



Parabéns ao PCdoB pelo longo caminho percorrido em busca das transformações e de seus compromissos.


91 anos, com a mesma cara, a mesma história, o mesmo Partido.

domingo, 24 de março de 2013

Hoje não!

Amanhã eu fico triste...

Amanhã!

Hoje eu fico alegre!

E todos os dias por mais amargos que sejam, eu digo: Amanhã eu fico triste, hoje não!


Poema encontrado na parede de um dos dormitórios das crianças judias no Campo de Extermínio Nazista de Auschwitz-Alemanha.


Poema postado no Face do Professor João Maria Fraga-Natal/RN.



E Vc, resiste em ficar triste?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Esquiva como um gato!


Para que ninguém a quisesse.


" Porque os homens olhavam demais para sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. A pesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silência pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda".

Marina Colassanti- Escritora.


Fonte: Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986, P. 111-2.


Dizer o que??????????

domingo, 2 de dezembro de 2012

Forma de amar!

" Tratar as mulheres com inteligência não é forma de amar, mas de deixar-se amar".

Amiel.

Verdade!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Educação em sentido amplo!

" A educação deve formar personalidades humanas e fazer com que os alunos se apropriem da cultura em sentido amplo: ciência em todos os tipos de arte. "


VICTOR PARA-Professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo(USP).
Fonte: Revista Nova Escola, março de 2012, pág. 18.


Contemporânea a afirmação do Professor, pois assim ajuda a afastar o entendimento de que educação, é apenas o ato de "ensinar" a ler e a escrever, se põe além da decifração dos códigos linguísticos. A educação é fundamental para consolidar os valores de nossa Cultura e firmar convicção na criação e fortalecimento de uma Nação próspera, desenvolvida e lastreada nos valores da solidariedade, do respeito mútuo, da convivência harmoniosa e pacífica, econômica e socialmente partilhada na comunhão do fruto da riqueza construída coletivamente. E que seja fundamentalmente sustentável e inclusiva.