sábado, 11 de fevereiro de 2012

Ora me queres, ora me deixas!

Para Soraia Vice-Diretora do FLOCA.


Alô!!!


Minha amada.
Por que me tratas assim?
Ora me queres!
Ora me deixas!
Quando precisas,
perguntas por mim,
vem ao meu encontro
 E ficas agarradas a mim,
Quando não precisas
Deixas-me ao relento, Mandas que eu procure outras.
Cansa-se de mim. Mas saiba que eu fui feito
Para você.
Quero te falar!
Quero te ouvir!
Sou eu, o teu amado,
O telefone!



O autor desta poesia é o servidor público Cielmir, que exerce suas funções na Escola Est. Des. Floriano Cavalcante(FLOCA), em Natal/RN. O autor dedicou esta poesia pelo fato de que o telefone chamava bastante, chegando mesmo a incomodar, o que ao invés de criar dificuldades, transformou em aproximação, "virando" até poesia.

Soraia Cristina, é professora das redes municipal(Natal) e estadual(RN) de ensino, atualmente exerce o mandato de Vice-Diretora do FLOCA. É pós-graduada em matemática.



Além da inspiração poética o autor revela bom senso de humor.



Parabéns!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Mulheres do Brasil - 35ª

Mulheres que contribuíram para a formação e o desenvolvimento do Brasil.


Carolina Nabuco (1890-1981) Escritora.


Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1890. Era filha mais velha do político, abolicionista, escritor e diplomata Joaquim Nabuco. Consagrou-se por seu estilo simples e erudito, rico e profundo em conteúdo.

Sua primeira obra foi a biografia do pai. A vida de Joaquim Nabuco, concluída em 1929, após oito anos de dedicação. Muito elogiada pela crítica, a primeira edição esgotou-se em menos de um mês. O livro redeu-lhe um movimento na Academia Brasileira de Letras, liderado pelo poeta e acadêmico Alberto de Oliveira, para elegê-la membro da Casa. Carolina, considerando que a Academia, nos termos do estatuto, era reservada apenas a escritores, não aceitou o convite formalizado pessoalmente pelo poeta.

Como romancista, ganhou notoriedade com A Sucessora(1934), uma trama psicológica ambientada no Rio de Janeiro no início do século. O livro despertou curiosidade e dez especial sucesso com uma polêmica de que teria sido plagiado pela autora de Rebecca, um best-seller da escritora inglesa Daphne du Maurier, que foi levado às telas de cinema por Hitchcock. Segundo a própria escritora em Oito décadas, sua autobiografia(1973), " poucas dúvidas puderam subsistir a este respeito, após o caso haver sido amplamente estudado por Álvaro Lins, num dos seus famosos rodapés de crítica literária.(...)Pouco depois, apareceu um artigo no New York Times Book Review, ressaltando as coincidências existentes entre Rebeca e A Sucessora" e reafirmando o plágio feito pela inglesa. Anos mais tarde, o romance ganhou uma versão para TV, numa telenovela produzida pela Globo.

Oito décadas é mais que um simples livro de memórias; é um testemunho de uma época. Carolina fala dos costumes, da evolução da política brasileira e de suas impressões dos acontecimentos e personalidades que marcaram um período decisivo na história da humanidade: Einstein e a relatividade, Freud e o subconsciente, Duchamp e a arte abstrata, os avanços na medicina, a Segunda Guerra Mundial e muitos outros.

As outras obras da escritora incluem o romance Chama e cinzas (1974), a biografia A vida de Virgílio de Melo Franco (1962) e um ensaio sobre a literatura americana, Retrato dos Estados Unidos à luz de sua literatura (1967).


Fontes: Carolina Nabuco, Oito décadas; Arquivo da família. Colaboração especial de Cláudio Manuel Nabuco.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Voto: de acordo com a consciência!

" A prática de mendigar votos é absurda, perniciosa e está em completo desacordo com os verdadeiros princípios do governo representativo. O voto dos eleitores não deve ser pedido nem dado, como um favor pessoal. É tanto do interesse dos constituintes escolher bem, quanto pode ser do interesse do candidato ser escolhido. Pedir a um homem de bem que vote de acordo com a sua consciência é um insulto ".


Declarações se não contextualizadas, é pouco possível se compreender na época em que configuramos a  "Democracia" tendo o voto como maior expressão do decisório popular. O trecho acima, é a fala de um dos mais Ilustres brasileiros - Joaquim Nabuco, que na campanha de 1881 não consegue se reeleger à Câmara dos Deputados (Império).



Joaquim Nabuco, Advogado, intelectual, militante político, Deputado Federal, escritor, notabilizando-se pela luta contra a escravidão e abolicionista. Nascido aos 19 de agosto de 1849(Pernambuco/Brasil) e faleceu aos 17 de janeiro de  1910(Washington/E.U.A).


Viva Joaquim Nabuco e a luta pela abolição da exploração do modelo capitalista e da destruição da natureza.


Fonte: A vida dos grandes brasileiros-Edições Isto É.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Atraente mulher!

Gosto de vê-la


Gosto de vê-la, moça, sempre bela
Sempre robusta, altiva, encantadora
Atraente mulher! gosto de vê-la
Com sua graça assaz provocadora.

Gosto de vê-la, pois nos olhos dela
Há uma centelha viva, tentadora
Da qual me cabe atônita parcela
Causticante, cruel, abrasadora.

Gosto de vê-la, ouví-la, contemplá-la
Sonhar com ela, sempre desejá-la
Num impulso de amor leal e franco.

Gosto de vê-la em seus raros passeios
À brisa louca que lhe afaga os seios
Escondidos no seu vestido branco.


Autor: Miguel Erasmo. Fonte: A Saga da Poesia Sobrevivente-Genildo Costa(Organizador). Editora: Queima Bucha/2010-Mossoró/RN. Pág. 67.


Assim, desejo muita Paz, Sucesso, Felicidades, e muita Esperança, pois sem ela não continuamos na caminhada.


Que venha 2012!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Instrumento da justiça!

" Não há advogado sem liberdade e não há liberdade sem advogado. O princípio não admite nenhuma transigência. "

Raymundo Faoro.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dia Internacional dos Direitos Humanos!

Em 1948, o pós-guerra era uma realidade, mesmo que por vias transversas nascia um outro mundo, não somente dividido, mas polarizado por interesses e concepções de mundo e de sociedade bastantes distintas: o capitalismo e o socialismo. 

O capitalismo que tencionava o mundo para se continuar a exploração e dominação do homem pelo homem, valorizando o capital em detrimento do trabalho, e como consequência subordinando a qualidade de vida e o meio ambiente aos interesses da exploração desenfreada, comprometendo assim o desenvolvimento sustentável e a própria continuidade da espécie humana no planeta terra, o que se apresenta hoje como pauta permanente e objeto de preocupação da maioria da sociedade planetária.

O resultado da 2ª Guerra é a consolidação de um novo bloco de forças políticas e sociais, com largo prestígio do Partido Comunista, força destacada na derrota do Nazi-fascismo e de forte esperança para os povos que lutavam pela independência das colônias mundo afora. Foi forte fator de inspiração que levou novos povos a novas lutas e conquistas libertárias. O socialismo agora testado em outra frente de luta (a Guerra), demonstra para o mundo a sua superioridade. É vencedor também na arte da guerra, em que pese o acentuado número de mortes produzidos pela carnificina da besta fera capitalista: a Alemanha e seus aliados.


Defesa das liberdades

Sob o comando e a hegemonia dos Comunistas, os direitos e garantias sociais nascem e se consolidam com a Revolução Bolchevique de 1917 na Rússia e se espraiam por todo o mundo, os resultados da 2ª Guerra Mundial também produzem reflexos num outro aspecto importante da luta política e social, aqui compreendendo os Direitos Humanos como algo fundamental a ser garantido e respeitado na ordem mundial que emerge polarizada com as forças do atraso (capitalismo) e das forças da mudança e da concertação social-humana-desenvolvimentista(Socialismo). A isso se convencionou chamar de Guerra Fria. O mundo estava literalmente dividido em dois blocos de forças. A bipolarização conforme terminologia empregada na geopolítica só teve o seu fim, quase 50 anos depois (anos 90 do século XX) com a derrota da primeira experiência da construção do socialismo.

A chamada bipolarização entre União Soviética-Socialista e Estados Unidos-capitalista, produziu ao longo de quase meio século um equilíbrio de forças que repercutiu positivamente na vida das sociedades do pós-guerra.

Dentre as novas conquistas, registre-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em forma de Resolução pela Organização das Nações Unidas-ONU, em 10 de dezembro de 1948.

O documento aprovado pela ONU, passa a ser uma baliza referenciadora da nova realidade e dos novos direitos, priorizando as HUMANIDADES, demonstrando uma nova agenda de compromissos formais da comunidade internacional com a vida e com a dignidade Humana.

Com o advento da Declaração, vários foram os regramentos jurídicos e constitucionais influenciados pela nova resolução. O Brasil ao promulgar sua Constituição em outubro de 1988, reflete o sentimento de incorporação dos valores humanos constantes da Declaração Universal, afirmando expressamente em seu preâmbulo e no inciso III, do artigo 1º o compromisso com o fundamento do respeito a dignidade da pessoa humana.

O artigo XXII da Declaração, afirma taxativamente: " Todo homem como membro da sociedade, tem direito à segurança social, e à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade."


Direitos Humanos e Comissão da Verdade

O Brasil precisa avançar na efetivação e consolidação dos direitos humanos, Governo-Sociedade e Estado precisam assumir maiores compromissos com esta agenda. Em dias recentes, a criação da Comissão da Verdade é uma manifestação concreta que precisa ser bem trabalhada no conjunto da sociedade, como sendo uma expressão de uma conquista relevante para a nossa cidadania. A Comissão é uma conquista política e, que pode ter papel pedagógico para o convívio com as diferenças, e poderá ter efeito inibidor de novas violências e violações.


Desenvolvimento e Direitos Humanos

A quadra atual é de bastante compressão aos direitos econômicos e sociais, principalmente no chamado Velho Mundo- a Europa capitalista, que se arde em chamas de crises, atingindo com suas labaredas ardentes de lucros os trabalhadores, as mulheres e em especial a juventude, comprometendo a qualidade de vida e a própria estabilidade do mundo, tangendo o mundo para um ambiente de crescente xenofobia. O que contradita com o forte apelo e propaganda de um mundo que caminhava para a paz com o fim da chamada Guerra Fria.

Mas o mundo não é somente dos capitalistas, o mundo vem conhecendo outras experiências, ainda que não sejam majoritárias, mas que que apontam noutro rumo, o Brasil busca nas suas dificuldades se afirmar como um pólo diferente, buscando na agenda do desenvolvimento alternativas para enfrentar a crise e superar as dificuldades impostas pela agenda restritiva das economias dominantes. Em se tratando de bom exemplo, aqui a China Popular pode ser considerada um referência de qualidades elevadas. Inspirada nas idéias do socialismo busca construir a sua experiência própria, mesmo em um mundo de adversidades.

Consagrar os direitos humanos como uma conquista é um desafio de grandes proporções, e nela se insere o Brasil que para alcançar tal patamar de civilidade necessita urgentemente incorporar no seu fazer de Estado Nacional a implementação de Um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, assegurando geração de emprego e renda, sustentabilidade, ciência e tecnologia de ponta, educação de qualidade e universalizante, saúde pública de amplo acesso, reforma agrária e urbana, soberania, amplas liberdades democráticas e integração latino-americana e na comunidade internacional.


Assim é que imagino ser os Direitos Humanos. Possível e ao mesmo tempo viável.


Parabéns aos homens e mulheres desta tão espinhosa luta política e social que se manifesta em solo pátrio e floresce no mundo inteiro.






sábado, 3 de dezembro de 2011

Mulheres do Brasil - 34ª

Mulheres que contribuíram para a formação e o desenvolvimento do Brasil.



Marcelina da Silva ( ? - 1885) Ialorixá (mãe de santo).


Baiana, segunda ialorixá a dirigir o terreiro Ilê Iá Nassô, o mais antigo terreiro de origem nagô-quêto a funcionar regularmente no Brasil.

Filha de santo e parente consanguínea de Iá Nassô, Marcelina (Obá Tossi) acompanhou-a numa viagem à África, onde Iá Nassô veio a falecer. Nesta viagem aprofundou seus conhecimentos religiosos e trouxe consigo importantes objetos de cultos africanos necessários às cerimônias. Ao regressar e suceder a primeira mãe-de-santo de terreiro, Obá Tossi consolidou a liderança feminina da casa.  Sofreu perseguições em uma época em que o exercício do culto era reprimido e as sacerdotisa e sacerdotes, bem como os fiéis, eram constantemente ameaçados. Somente fortes personalidades conseguiram manter os templos e seu prestígio, contornando os invitáveis conflitos dinásticos, entre outros.

Marcelina é bisavó de Maria Bibiana do Espírito Santo, Mãe Senhora, que foi a maior autoridade do culto nagô em sua época. Sua morte, em 27 de de junho de 1835, acirrou definitivamente as grandes disputas entre as prováveis sucessoras, provocando a saída de duas grandes ialorixás: Maria Júlia da Conceição Nazaré, que fundou o terreiro do Gantois, e, e anos mais tarde, Eugênia Ana dos Santos, mais conhecida como Mãe Aninha, que fundou o terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá.

Uma das sucessoras de Obá Tossi mais lembradas é Maximiana da Conceição, Tia Massi, que liderou por vários anos o terreiro, já chamado de Engenho Velho, e que em homenagem ao seu orixá o nome de Casa Branca do Engenho Velho.

Após imenso esforço, esse templo religioso afro-brasileiro foi tombado no começo dos anos 80 e faz parte do Patrimônio Histórico Nacional.


Fonte: Cléo Martins e Raul Lody (orgs,), Faraimará, o caçador traz alegria: Mãe Etella, 60 anos de iniciação; Monique Augras, O duplo e a metamorfose - a identidade mítica em comunidades nagô; Pierre Verger, Artigos.